Como tirar manchas de espinhas

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Manchas de espinhas

Toda inflamação da pele, ligada a acne, alergias ou outros problemas, pode ocasionar hiperpigmentação pós-inflamatória.

Cada fototipo demanda uma terapêutica diferenciada.

Peles com fototipos mais altos mancham mais facilmente, já que, quanto mais melanina têm, mais melanina se libera na infecção.

Tratamento para mancha de acne

Uma dermatologista deve avaliar o grau da acne da pele do paciente e escolher para ele o tratamento adequado. No grau 1, devem-se usar cremes específicos e fazer-se limpeza de pele com esteticista. No 2 e 3, muitas vezes é necessário administrar antibióticos e, no 4, em que as espinhas estão bem inflamadas, ocasionalmente recorre-se ao Roacutan.

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Os peelings químicos tratam a pele que, por acne, exibe manchas acastanhadas semelhantes a sardas.

Em média, fazem-se de três a seis sessões, de acordo com o tipo de pele, com intervalo de 30 dias. Após isso, a pele ficará mais clara e iluminada, além de os poros se fecharem e diminuir a oleosidade cutânea, o que reduz a acne.

Para quem tem lesões mais graves e cicatrizes profundas, o laser é o ideal, um deles, o Erbium Fracionado, provoca queimaduras superficiais e estimula, na camada mais profunda da pele, a produção de colágeno, fibra que dá sustentação à pele e a deixa firme. O laser melhora o aspecto das cicatrizes da acne, reduz a vermelhidão e torna a pele mais fina, apesar de as cicatrizes não desaparecerem completamente.

Nos primeiros dias depois do laser, a pele fica um pouco vermelha e inchada, entretanto, a partir do segundo ou terceiro dia, esse aspecto melhora e formam-se casquinhas que somem em torno de uma semana. Os resultados podem-se perceber logo após a primeira sessão e apuram-se gradativamente com as outras.

Cremes clareadores

A avaliação médica é fundamental para determinar o tipo de pele e o tratamento mais adequado para cada pessoa. Também deve ser um profissional a prescrever cremes clareadores, porque qualquer medicamento oferece riscos, mas, antes disso, é primordial combater a acne, sem o que sua tentativa equivaleria a pintar uma parede enquanto alguém a suja.

A hidroquinona é um dos clareadores mais potentes, mas usá-la por muito tempo pode causar toxidade às células cutâneas e resultar em manchas piores e de difícil correção.

Outro clareador que ameniza a descamação é o ácido retinoico, que, contudo, pode irritar a pele e ressecá-la mais em climas de ar seco.

O ácido kójico é menos agressivo, por isso se pode aplicar em peles mais sensíveis, que se irritem com os outros produtos.

Relação entre acne e alimentação

A acne é um mal muito grande, que pode abalar muito a autoestima de quem a tem.

Trata-se de um problema multifatorial, relacionado à herança genética e também favorecido pelo padrão alimentar ocidental, inclusive, 70 a 95% dos adolescentes que vivem no ocidente apresentam esse problema.

Algumas pessoas apresentam alguma alergia ao chocolate, mas o aparecimento da acne está muito mais relacionado ao açúcar. Existem vários estudos científicos demonstrando uma relação forte entre o aparecimento de acne e a ingestão de alimentos de alto índice glicêmico, como açúcar, massas, pães brancos, bolos e biscoitos. Muitos carboidratos refinados têm elevado índice glicêmico e favorecem o aumento do sebo.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).