Como é feito o transplante capilar FUT

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Como é feita a FUT

FUT (Follicular Unit Transplantation) é a técnica consagrada há mais de 20 anos no transplante capilar, clássica, fornecendo resultados excelentes de forma repetida. Com ela é possível transplantar mais unidades foliculares por sessão cirúrgica.

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É realizada sob anestesia local com sedação. As raízes que se precisa para o transplante são obtidas da parte posterior do couro cabeludo e das laterais da cabeça, essas são áreas de segurança, em que os folículos não têm a genética da calvície.

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Dessa região remove-se uma faixa de pele de 1,5 a 2cm de largura por 25 a 30cm de comprimento. A largura da faixa a ser retirada é limitada pela elasticidade do couro cabeludo, de forma que não gere sequelas em termos de repuxar e levantar o pé do cabelo, e de puxar a testa para trás. Depois, aproxima-se os bordos de onde foi retirada a faixa, e sutura-os, gerando uma cicatriz linear que ficará escondida embaixo dos cabelos.

A faixa é levada para um microscópio, em que, de acordo com o número de fios, uma equipe especializada separa as unidades foliculares, que posteriormente serão enxertadas nas áreas calvas de acordo com o planejamento feito.

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Como é o pós-operatório do transplante capilar

O pós-operatório do transplante capilar é simples, beira a surpreender os pacientes, quase todos chegam no consultório ansiosos, com dúvidas, por exemplo, se irão sentir dores, se terão que se ausentar do trabalho por muito tempo, se terão que ficar em casa de molho, se ninguém poderá vê-los por certo tempo, se ficarão deformados, etc. Geralmente os pacientes não referem dor no pós-operatório, e quando acontece, normalmente causa incômodo leve, solucionado com simples analgésicos.

O próprio paciente pode tirar o curativo cerca de 24h depois da cirurgia, e durante o banho deve usar shampoo neutro e evitar em um primeiro momento o impacto da água do chuveiro diretamente na cabeça, por isso, recomenda-se, por exemplo, usar uma caneca ou um balde para despejar água suavemente na cabeça.

Depois do banho, não é necessário usar curativo, porém, nos primeiros dez dias depois da cirurgia, recomenda-se usar algum tipo de cobertura na cabeça, como boné, boina ou gorro, toda vez que se expor à luz do dia. Em ambientes fechados ou à noite não é necessário usar nada na cabeça, mas, por questões sociais, para as pessoas não ficarem olhando, poderá usar.

Quando a técnica clássica é utilizada, a FUT, os pontos são retirados cerca de dez dias do pós-operatório, e o paciente pode levar uma vida normal, ir à piscina, à praia, jogar bola, etc. Posteriormente são realizadas consultas regulares. Normalmente a raiz transplantada fica em repouso em média três a quatro meses, depois disso o cabelo começar a crescer, em média 1 cm/mês, que é a velocidade normal de crescimento capilar. O resultado final da cirurgia é atingido cerca de 1 ano após ela.

Qual transplante capilar é melhor?

As duas técnicas, FUT e FUE (Follicular Unit Extraction), são excelentes e consagradas no meio científico, e ao contrário do que muitos pensam, a FUE não é uma evolução da FUT, e não chegou para aposentá-la, simplesmente são técnicas diferentes.

Não é uma questão de qual é melhor, e sim qual a melhor para aquele caso específico. Ambas têm vantagens e desvantagens, e a decisão por uma ou outra passa por vários critérios, como, extensão e tipo da calvície, tipo de cabelo, grau de expectativa e qualidade da área doadora.

O primeiro passo para determinar a técnica mais indicada para o paciente, é este ir em um especialista em transplante capilar que trate com imparcialidade ambas as técnicas, além de fazer um exame físico, inspecionando as área doadora e receptora, e então alia-se o desejo do paciente com a parte técnica para definir a melhor técnica.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).