Como combater a hipertensão arterial

Hipertensão arterial

Normalmente o sangue circula dentro dos vasos, principalmente das artérias, com uma pressão, à semelhança de água em um encanamento. A pressão, que todas as pessoas têm, faz com que o sangue circule e mantenha os tecidos alimentados.

PUBLICIDADE


A pressão alta, ou hipertensão arterial, é uma doença na qual o sangue começa a circular exercendo uma pressão muito grande, ao invés da pressão normal necessária. Essa pressão muito grande vai afetar a parede dos vasos – é como se, dentro de um encanamento, a pressão ficasse muito alta e pudesse romper o cano.

A única maneira de saber se a pessoa tem pressão alta é determinar a pressão (“medir” a pressão). Isso é feito com um simples aparelho que é colocado ao redor do braço. Normalmente, as pessoas têm uma pressão de 120/80mm de mercúrio – o famoso 12/8.

No entanto, essa pressão pode aumentar e ir para níveis muito elevados. A pressão alta é conhecida como “assassina silenciosa” porque no começo, e por mais de 10 a 15 anos, ela não manifesta nenhum sintoma. Portanto, a pessoa não tem como saber se a pressão está normal ou não sem medi-la diretamente.

Fatores que influenciam na hipertensão

Não se sabe exatamente por que a pressão aumenta, mas existem vários fatores, como aumento de peso, sexo (homens são mais afetados pela pressão alta por volta dos 35, 40 anos, enquanto as mulheres só acima dos 55, 60 anos, próximas da menopausa), fatores hereditários (se o pai ou a mãe são hipertensos), a etnia (indivíduos de etnia negra têm pressão mais alta que os de etnia branca), alimentação (o exagero de sal influencia na hipertensão), etc. É um conjunto de situações relacionadas à vida cotidiana.

PUBLICIDADE


A hipertensão é a doença mais frequente no mundo. No Brasil, se estima que 40 milhões de pessoas tenham pressão alta.

Riscos da hipertensão

Quando a pressão está muito alta, a força física sobre os vasos acaba afetando órgãos vitais para a saúde: o cérebro (a pressão alta não tratada pode levar a um derrame), o coração (a pressão alta é a principal causa de infarto) e o rim (que pode parar de funcionar e precisar de diálise ou transplante). A hipertensão é uma doença extremamente grave.

Ela ocorre em geral na faixa adulta – quanto mais idoso, mais hipertenso –, mas também pode ocorrer em crianças, em situações especiais.

A hipertensão não tratada leva a grandes complicações, e é a principal causa de morte em todo o mundo, exceto em uma região da África onde a AIDS ainda é a maior.

Tratamento da hipertensão

A hipertensão pode ser tratada tranquilamente. Basta tomar um ou, no máximo, dois remédios ao dia, sob orientação médica. A pessoa deve evitar certos fatores de risco, como o excesso de sal.

O médico irá diagnosticar a doença de uma maneira muito simples. Ele irá verificar a pressão utilizando um aparelho, e irá verificar se o paciente tem alguma complicação, analisando a urina para verificar se os rins estão funcionando bem, e analisando o coração e as artérias para verificar que estadiamento da pressão o paciente tem.

O tratamento é compatível com atividades físicas e cotidianas, e inclusive com a reprodução na mulher. Uma mulher hipertensa pode engravidar, mas precisa de um pouco mais de cuidado.

Depois dos 30, 35 anos, a pessoa deve medir a pressão arterial pelo menos uma vez ao ano. Isso é fácil, rápido e indolor.

Frequentemente os pacientes homens têm medo, pois acreditam que tomar remédio para a pressão causa problemas de impotência sexual. Na realidade, os remédios modernos não causam impotência ou nenhum efeito colateral, de modo que a vida do hipertenso hoje é uma vida tranquila e prolongada, compatível com qualquer tipo de atividade. Já demonstrou-se que o tratamento adequado diminui as chances de infarto, derrame e insuficiência renal.

A recomendação é, além de tentar seguir uma vida regrada do ponto de vista físico, alimentar, etc., é ter a pressão determinada com certa frequência, especialmente depois dos 35, 40 anos, para homens e mulheres.

Artigo anteriorCausas da hipertensão arterial
Próximo artigoQuitoco: benefícios e como usá-lo
CRM: 158986. Graduação em Medicina pela Fundação Universidade Regional de Blumenau (2004-2010). Residência em Clínica Médica pela Universidade Federal de Santa Catarina (2011-2013) e Cardiologia (2013-2015) e Miocardiopatias (2015-2016) pela Universidade Federal de São Paulo. Título de especialista em Cardiologia pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (2016). Professora visitante da Universidade Federal de São Paulo (2016-2018). Médica cardiologista do Hospital TotalCor. Assistência e ensino do Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein.