Como Acabar com Cicatrizes de Acne

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Como se livrar das cicatrizes de acne

Muitos que tiveram espinhas na adolescência ficam com cicatrizes no rosto, algumas mais profundas, com um aspecto esteticamente ruim.

Existem várias maneiras de tratar cicatrizes de acne, uma delas é com laser, que pode destruir a cicatriz, fazendo com que a pele regenere mais saudável e mais plana.

Outro tratamento são os peelings, superficiais ou profundos, de acordo com a intensidade da lesão.

Há também o microagulhamento, que utiliza um aparelho com múltiplas agulhas que furam a pele e provocam a regeneração dela.

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A dermoabrasão é um método mais antigo, em que a cicatriz de acne é lixada, para que regenere o mais lisa possível.

Todos esses tratamentos devem ser feitos em várias sessões, normalmente uma única sessão não resolve o problema.

Cada pessoa tem características que influenciam na escolha do tratamento pelo médico.

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Tratamento com peeling

Existem várias profundidades de peeling. Para cicatrizes de acne geralmente é necessário um peeling mais profundo, um tratamento mais agressivo e completo, porque elas estão em um nível mais profundo da pele. Não existe milagre para tratamento de cicatrizes de acne. É necessário ter paciência, tomar cuidado com sol e combinar vários tratamentos. É muito difícil que se resolva o problema de uma vez por todas somente com um tratamento.

O peeling é a descamação da pele, e existem vários métodos de fazê-lo. O peeling, quanto mais profundo, estimula mais a produção do colágeno, que remodela a matriz lesada, causando o crescimento de uma nova pele, sem tantas cicatrizes.

O peeling médio seria um de ácido tricloroacético (ATA), com uma concentração de 35% ou, em alguns casos, de até 50%, dependendo da cor da pele, seguido de ácido retinóico – sempre seriado, pois não é só uma sessão de peeling que resolve.

Se for uma cicatriz mais profunda, mais antiga, é interessante fazer um peeling de fenol localizado, que causa uma agressão e uma descamação mais profunda.

Tratamento com ácido hialurônico ou preenchimento facial

No caso da cicatriz que é deprimida, a dica é usar o ácido hialurônico ou o preenchimento facial para elevar a pele. Com o ácido, é feito uma injeção por baixo da pele, que irá levantá-la e deixá-la mais plana.

Tratamento com subincisão

A subincisão também é feita para cicatrizes deprimidas. É feita anestesia no local, o médico entra com uma agulha por baixo da pele e vai soltando as “travinhas”, uma a uma, fazendo com que a pele se eleve. Nesse processo acontece um pequeno hematoma, um sangramento, que irá causar a produção de colágeno e fazer com que a cicatriz fique mais elevada. A subincisão pode ser feita em combinação com o preenchimento para melhores resultados.

Tratamento com laser de CO² ou resurfacing

O uso do laser de CO² remodela a matriz de pele lesada, e também é eficiente. Quando a derme está com alterações, é necessário fazer um laser de CO² mais profundo, com uma técnica chamada resurfacing.

Tratamento com dermaroller (ou microagulhamento)

É feita uma anestesia tópica ou injetável no local, e são aplicadas microagulhas que penetram na pele, principalmente na parte mais profunda, estimulando a produção de colágeno e preenchendo os “buraquinhos”.

Esses métodos são principalmente para cicatrizes deprimidas, não para as hipertróficas, nodulares, que saem para fora da pele.

Características da acne

A acne é uma das queixas mais frequentes nos consultórios dermatológicos. As acnes são os cravos, espinhas e cistos, que geralmente começam na puberdade (com o aumento dos hormônios). A acne tem um efeito psicossocial muito importante, pois ela pode cursar com cicatrizes, gerando um aspecto desfigurante na pessoa, gerando traumas, baixa autoestima e queda da qualidade de vida, causando ansiedade e estresse.

A acne é mais frequente na mulher em torno dos 14 aos 17 anos, e no homem um pouco mais tarde, dos 16 aos 19. Ela também pode acontecer na idade adulta – nos homens, em torno de 1% da população, e nas mulheres 5%. Essa diferença ocorre por causa dos fatores hormonais.

Com a entrada da puberdade, o organismo libera hormônios andrógenos, que são secretados pelas glândulas adrenais, pelos testículos e pelos ovários. Esses hormônios fazem com que as glândulas sebáceas aumentem a secreção do sebo. O sebo acaba proliferando bactérias, entre elas a mais importante propionibacterium acnes, ocorrendo uma inflamação – surgindo, assim, a lesão da acne.

Tipos de lesões da acne

Os sintomas da acne são mais frequentes nas regiões onde se tem mais glândulas sebáceas, que são o rosto, o colo, o tronco, as costas e os ombros. Essas lesões podem ser de vários tipos. Existem os comedões abertos (“cravinhos” pretos), em que dentro do poro haverá sebo e resto de células, e na superfície ficam em contato com o ar e oxidam, causando aquele aspecto preto.

Pode-se ter também os cravos brancos, em que, além do sebo e do resto de célula, haverá uma camada por cima, fechando-os – por isso a remoção é mais difícil.

As espinhas, que têm as pontas amarelas (pústulas), em que além do sebo e das células existe a bactéria causando inflamação, dando um aspecto avermelhado.

Existem também os cistos, lesões em que a inflamação é mais profunda, por isso são dolorosos e podem trazer cicatrizes.

Classificação da acne

A acne pode ser classificada de diversas formas. A classificação começa com o tipo 1, a comedônica, em que a pessoa só tem os cravos. O tipo 2 é a acne pápulo-pustulosa, com espinhas além dos cravos, em que já há um pouco de inflamação. A tipo 3 é a acne nódulo-cística, em que a inflamação acaba sendo mais profunda e acaba-se tendo mais cicatrizes. A tipo 4 é a acne conglobata, em que a inflamação é bem maior, gerando fístulas (trajetos com cicatriz). A tipo 5 é a acne fulminans, em que além do quadro grave (que é raro e mais frequente em homens) pode-se ter os sintomas gerais, como febre e dores no corpo.

 

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).