Como acabar com as estrias

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Causas das estrias

As estrias devem-se ao súbito ganho de peso e de massa muscular, bem comuns na gravidez e na puberdade, quando se acumula tecido muscular e adiposo. A pele sofre pressão mais forte do que está acostumada a suportar, acaba-se distendendo, determinando a ruptura das fibras elásticas e provocando inflamação no local.

Algumas doenças advindas de maior concentração de corticoides, exógenos ou endógenos, também podem levar a estrias.

Estágios das estrias

Inicialmente, a estria apresenta aspecto avermelhado (rubra), depois se torna violácea e, por fim, branca, estágio mais difícil de sanar. Estudos científicos alertam que elas se devem tratar enquanto vermelhas.

Incidência das estrias

As estrias não causam problemas de saúde, apenas desconforto estético. De 40% a 70% das pessoas desenvolvem-nas na puberdade e de 70% a 90% das mulheres, durante a gestação, normalmente no terceiro trimestre, logo é importante prevenir-se nos trimestres anteriores.

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Gestantes jovens têm a pele menos resistente, o que as torna propensas a esse distúrbio, portanto a resistência cutânea aos estiramentos é uma das vantagens da gravidez tardia.

Como prevenir estrias

Creme com ácido hialurônico

Determinados produtos para hidratar a pele ajudam a combater o surgimento de estrias. Durante a gestação, a mulher pode aplicar hidratantes à base de ácido hialurônico, dos mais eficazes, no entanto grande parte dos métodos contra estrias não se devem efetuar nesse período. Há composições perigosas que podem acarretar problemas para o bebê.

Centella asiática

A centella asiática faz diminuir as estrias e aumentar os fibroblastos.

Pantenol e vitamina E

O pantenol e a vitamina E também são eficientes na prevenção de estrias na gravidez.

Ácido retinoico

Mulheres não grávidas e as que não planejam engravidar podem lançar mão do ácido retinoico, que, derivado da vitamina A, amplia os fibroblastos e remodela a matriz lesada pelas estrias , porém irrita a pele, deixa-a vermelha e dolorida, índices de êxito. Além disso, durante esse tratamento, não se deve expor a pele ao sol, porque essa substância eleva a sensibilidade epidérmica e pode levar a manchas de difícil remoção.

Segundo pesquisas, esse ácido reduz de 20% a 23% das estrias e, ademais, também se pode combinar a outros.

Tratamento com laser

O laser, que se pode aplicar com segurança, incide na matriz da pele e estimula a formação de novo tecido colágeno, todavia é preciso cautela, visto que pode ocasionar nódoas, principalmente em peles mais escuras. Como qualquer método contra estrias, o laser é ligeiramente doloroso, porque acomete as camadas mais profundas da pele para induzir a renovação cutânea.

Tratamento com luz pulsada

Comumente para manchas e fotodepilação, a luz pulsada também se pode utilizar em estrias, já que estimula a renovação da pele, mas, por ser uma forma de energia luminosa, como o laser, pode produzir queimaduras ou hiperpigmentação em peles negras.

Tratamento com Dermaroller

O Dermaroller é um aparelho com centenas de microagulhas, que penetram na camada mais profunda da pele e induzem ao crescimento de pele nova, destituída de estrias.

Eficácia dos tratamentos contra estrias

Não há técnica padrão-ouro para estrias e nenhuma é capaz de eliminar totalmente as estrias, visto que, por se tratar de cicatrizes, qualquer uma deixará resíduos. O ideal é realizarem-se, em conjunto, os procedimentos mencionados.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).