Colágeno para pele

Tratamento para flacidez facial

Ulthera, tratamento para flacidez facial, age tanto na cútis quanto nos músculos. Trata-se de um ultrassom microfocado que, provocando lesões por meio de coagulação, induz a pele a produzir colágeno de boa qualidade, e não fragmentado.

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Os efeitos colaterais desse procedimento são raros, mas incluem ligeiro inchaço na região. As contraindicações referem-se a quem estiver grávida ou, no momento da aplicação, tiver alguma lesão ativa no local a ser tratado.

A vantagem desse aparelho é não produzir feridas na parte externa da pele, apenas na interna. O colágeno quebradiço fica mais denso e, estimulada, a síntese dele demora em torno de dois meses para iniciar, por isso, só se constata o resultado depois de três ou quatro meses.

Suplementação oral e tópica de colágeno

Consumidas, as proteínas degradam-se em aminoácidos, que, em seguida, o organismo reutiliza para sintetizar novas proteínas de acordo com a necessidade, logo a ingestão de colágeno não garante que, no corpo, ele volte a ser colágeno, cujo estímulo se processa por outras formas.

Não são eficazes nem as pílulas de colágeno nem as versões tópicas dele, cujas moléculas, por serem grandes, não conseguem penetrar nos poros.

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Como prevenir a perda de colágeno

Elementos antioxidantes

Pode-se evitar a degradação do colágeno por meio de antioxidantes, como o licopeno e a vitamina C (que também favorece a elaboração dele).

Alimentos “ruins” para o colágeno

Há alimentos que prejudicam a formação de colágeno, como os ricos em carboidratos simples: arroz e açúcar brancos, biscoitos, macarrão, etc. O consumo excessivo de açúcar provoca o fenômeno chamado glicação, que inflama a pele e degrada essa substância.

Alimentos “bons” para o colágeno

Uma dieta repleta de alimentos com carboidratos complexos, como a batata-doce e a batata-salsa, é mais saudável e previne a perda desse elemento.

Ácido retinoico

O ácido retinoico liga-se à pele e fomenta o colágeno.

Preenchimentos

Preenchimentos com ácido hialurônico hidratam e (atraem água para o tecido) e estimulam a criação de colágeno.

O ácido polilático e a hidroxiapatita de cálcio também ajudam na síntese dele.

Peelings

Há diversos tipos de peeling (com destaque para o de fenol) que, por intermédio de uma irritação na pele, incitam a produção de colágeno.

Lasers e radiofrequência

O CO2 fracionado e a radiofrequência também cumprem essa função.

Proteção solar

A exposição solar excessiva é uma das principais razões de flacidez de pele e degradação do colágeno, portanto é fundamental proteger-se do sol.

Jovialidade da pele

Há pessoas cujas peles mais firmes e com menor propensão à flacidez parecem não envelhecer. A genética ajuda nisso, todavia os tratamentos estéticos e os cuidados diários também contribuem para resultados satisfatórios.

Como estimular a produção de colágeno na pele

Uma dieta com proteínas (carnes, ovos, leite, etc.) e água leva à formação de colágeno pelos fibroblastos, células responsáveis pela produção dessas fibras e presentes em 90% do corpo humano. A deficiência de vitaminas (C, por exemplo) implica redução de colágeno, cuja síntese é possível estimular pelo uso de ácidos (principalmente o retinoico), cremes, peelings e laser.

Importância do colágeno para a pele

O colágeno, que, produzido desde o nascimento, representa 25% a 30% de todas proteínas do organismo humano, dá sustentação às células e mantém-nas unidas. A partir dos trinta anos, diminuída sua produção, reduz-se também a elasticidade da pele, aparecem rugas, estrias e celulite, enfraquecem cabelos e unhas e há maior fragilidade óssea.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).