Colágeno em cápsulas

Cápsulas de colágeno

Pessoas que há dois anos tomam uma cápsula de elastina por dia por recomendação da mãe, que recebeu essa indicação em receita médica, contam que começaram a usá-la em razão das unhas muito quebradiças e que, depois de algum tempo, repararam que elas ficaram mais resistentes e a pele, muito mais hidratada, consistente e saudável.

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Muito jovens, algumas afirmam que não pretendem interromper nunca o consumo dessas cápsulas, principalmente por ser pouca a quantidade — alguns tomam três cápsulas por dia. Além disso, consideram que não afeta negativamente a vida, muito pelo contrário.

É essencial descobrir-se a composição desses comprimidos, visto que nem a pele nem o sistema digestivo absorvem colágeno pronto. O que se recomenda é o colágeno hidrolisado, cujas várias partes pequenas normalmente se misturam com água para ajudar nessa absorção.

Além disso, tome cuidado porque há muitos produtos que já vêm misturados com vitaminas, o que pode provocar hipervitaminose ou intoxicação. Recorra sempre a um médico ou nutricionista para saber se realmente pode utilizar aquele produto.

E não adianta passar colágeno no rosto se continuar a ter vida estressada e sedentária, se beber e fumar muito, porque esse radical livre destruirá o colágeno.

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Problemas na absorção do colágeno

As pessoas imaginam que basta tomar colágeno para ele ir ao local desejado. Porém a pérola de proteína quebra-se e transforma-se em vários aminoácidos, substâncias e vitaminas, que o compõem. O colágeno ingerido não é o mesmo a ser produzido.

Quem não tem boa acidez estomacal, quem tem acloridria não conseguirá esse colágeno, mesmo que empregue o hidrolisado. É necessário que o estômago esteja bem ácido, ou seja, que não se sinta desconforto gástrico nem a presença de gases, sinais de que não se está com acidez correta.

Afaste as causas dessa má absorção estomacal, como estresse, fumo e excesso de álcool.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).