Clareamento dental a laser passo a passo

Registro inicial de cor

Inicia-se a sessão de clareamento com a averiguação da cor dos dentes do indivíduo para parâmetro de comparação posterior. Esse registro se executa com escalas do tipo Vita e o auxílio de fotografias, câmeras intraorais ou espelho, para o paciente ficar ciente da semelhança entre seus dentes e a graduação de cores.

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Proteção do paciente e do operador

Como o tratamento com laser pode ser danoso em face da utilização de produtos de composição cáustica, tanto a equipe profissional quanto o paciente deverão usar óculos de proteção com densidade óptica adequada ao comprimento da onda emitida pelo aparelho.

Isolamento do campo operatório

Nesta fase, o dentista coloca protetor de lábios no paciente para eles não ressecarem durante o procedimento. Pode-se optar pelo isolamento absoluto, porém o relativo, com afastadores labiais e barreira gengival, reduz o tempo de consulta e é mais confortável.

Aplicação da barreira gengival

Depois do afastador labial, põe-se barreira em todo o contorno gengival dos dentes a serem clareados, estendendo mais 2 ou 3 mm para aumentar a proteção aos tecidos moles.

Em seguida, fotopolimeriza-se a barreira por 30 segundos e verifica-se, diretamente ou por transparência, se ainda se consegue ver o tecido gengival. Se sim, complementa-se essa técnica.

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Aplicação do agente clareador

Com espátula ou pincel, aplica-se peróxido de hidrogênio de 35 a 38%, em gel vermelho, manipulado de acordo com as recomendações do fabricante, até se formar uma camada homogênea não superior a 2 mm de espessura.

Ativação do gel clareador com Ultra Laser ou Ultra Bleacher

Ativa-se o gel, por sessenta segundos, com o aparelho direcionado, de forma centralizada, ao arco que receberá o clareamento. Isso cobre toda a área – normalmente do segundo pré-molar de um lado a outro – por causa da amplitude da ponteira dos aparelhos Ultra Laser e Ultra Bleacher.

Então, para romper eventuais bolhas de oxigênio e renovar o peróxido de hidrogênio, agita-se o gel com um pincel ou outro instrumento. Repete-se a incidência de luz até alteração total da cor do produto. Deixa-se o gel em repouso de dois a três minutos, para se aproveitar o conteúdo residual de oxigênio.

Modificada a cor da substância, o aparelho não é mais necessário, por não haver mais absorção de luz. Esse ciclo leva em média dez minutos.

Remoção do gel

Entre uma aplicação e outra, que, em uma mesma sessão, pode variar de três a seis vezes, conforme a sensibilidade do paciente, somente se remove o gel com sugadores, gaze ou algodão.

Como a água pode deslocar a barreira gengival e criar caminho para o peróxido de hidrogênio entrar em contato com os tecidos moles na aplicação do gel subsequente, só se usa água no fim do processo, quando não há mais clareador.   Pode-se retirar o afastador gengival em qualquer fase, desde que não se vá mais empregar mais peróxido de hidrogênio.

Remoção do isolamento

Com um explorador ou uma espátula, tira-se a barreira gengival, do tecido mole para o dente, para impedir a entrada do instrumento no sulco gengival.

Aplicação do agente dessensibilizante

Por fim, aplica-se flúor neutro e incolor a 2% pelo tempo indicado pelo fabricante, para proporcionar pós-operatório mais confortável. Também se podem usar produtos à base de nitrato de potássio.

Checagem da alteração de cor

Durante todo o procedimento, averigua-se a alteração da cor dos dentes e consulta-se o paciente sobre o grau de satisfação.

Orientações

É fundamental explicar ao paciente como é importante ele cooperar para a manter os resultados. Nesse contexto, deve evitar, nas primeiras vinte e quatro ou, se possível, quarenta e oito horas, alimentos com corantes, muito ácidos, muito quentes ou gelados.