Cirurgias plásticas de abdômen

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Plástica de abdômen

A plástica de abdômen, aplicada com frequência em mulheres, nos últimos anos se tem tornado cada vez mais comum em homens, sobretudo os que perderam muito peso, ainda que o público-alvo principal seja mesmo o feminino, em especial, quem engravidou há pouco tempo, em razão dos danos sofridos pela pele, pela musculatura e pelo acúmulo de gordura na região abdominal durante a gestação.

A plástica moderna que restitui o abdômen ao estado anterior ao da primeira gravidez inclui três procedimentos: a lipoaspiração da barriga, o reforço de toda a parede muscular e a retirada da pele excedente.

Cirurgia do abdômen e gravidez

Antigamente, reservava-se essa cirurgia para pacientes que, com idade ligeiramente mais avançada, haviam passado por múltiplas gestações, mas hoje também se pratica em quem teve uma única. Todavia, se engravidarem novamente após a plástica, elas terão perda de resultados e necessitarão provavelmente de futuro ajuste.

Cuidados pós-operatórios e retomada das atividades cotidianas

Nos primeiros dias após a operação, adota-se uma postura encurvada para a frente, justamente para evitar tensão sobre a cicatriz.

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Nas primeiras duas semanas, a paciente deve dormir quase sentada, mas permitem-se a ela todos os movimentos cotidianos sem auxílio: alimentar-se, banhar-se, assistir à televisão, etc., contudo, quando da troca de curativos e da cinta, é importante contar com terceiros. Quinze dias depois, pode voltar a trabalhar, com algumas restrições: não deve carregar peso e pode dirigir só por pequenos trechos. Trinta dias mais tarde, já pode levantar peso e, em quarenta e cinco, fazer exercícios abdominais.

Indicações

A cirurgia plástica do abdômen tem distintas indicações e possibilidades. É possível fazer desde uma pequena lipoaspiração até a plástica abdominal tradicional, com um corte pouco maior que o de uma cesariana, na região da borda do biquíni. O médico escolhe o procedimento após avaliação.

Vantagens da plástica abdominal

O grande benefício da abdominoplastia clássica é o tratamento não apenas da gordura, como também a correção da musculatura, em mulheres modificada especialmente durante gestação, em virtude do alargamento da cavidade abdominal.

Tipos

Lipoaspiração

A única função da lipoaspiração é retirar gordura do corpo, por meio de uma cânula, numa cicatriz de 3 a 5 mm, sem intervenção na pele, que depois precisa retrair para não ficar sobrando, e na musculatura, que permanece intacta.

Para quem é indicada

Quem tem gordura abdominal localizada pode passar por esse procedimento, desde que não apresente sobra de pele ou flacidez considerável da musculatura abdominal. Por isso, esses pacientes normalmente são mais jovens. Por segurança, aspira-se até 7% de gordura em relação ao peso corporal, embora seja raro atingir-se tal número.

A gravidez, quando há distensão de pele abdominal, mas não aumento de gordura, não demanda necessariamente lipoaspiração.

Não há faixa etária ideal para a lipoaspiração; a idade mínima é dezoito anos, mas os jovens, cujo metabolismo é excelente, têm facilidade para queimar gordura, portanto devem preferencialmente buscar medidas não cirúrgicas para eliminá-la, como dietas, reeducação alimentar e prática regular de exercícios físicos.

Lipoaspiração após a gravidez

Geralmente se realizam lipoaspiração, abdominoplastia e mamoplastia seis meses depois do parto e, idealmente, quando a paciente deixar de amamentar. Esse período possibilita melhora do tônus muscular, maior recuperação do sangramento intraoperatório e redução de trombose.

Lipoaspiração e complicações cirúrgicas

Deve-se fazer essa intervenção em ambiente hospitalar, porque, em complicações, é essencial o especialista contar com recursos adequados.

A lipoaspiração, dentre as cirurgias plásticas, é o procedimento mais seguro, com índice de intercorrências muito pequeno. Para segurança do paciente, a indicação deve ser correta, o indivíduo, estar no peso apropriado e alguma patologia grave, ser previamente investigada. Estão mais sujeitas a isso, pessoas com acentuada flacidez abdominal e muscular e concomitante excesso de gordura.

Lipoaspiração e dor

Hoje em dia, faz-se lipoaspiração com anestésico local e cânulas finas, que reduzem a dor no pós-operatório. Além disso, há a vibrolipoaspiração, técnica inovadora que penetra na gordura com menor trauma porque emprega menos força, além de facultar maior controle dos movimentos, produzir orifício menor, menos sangramento, portanto menor perigo.

Abdominoplastia

Para quem é indicada

A abdominoplastia faz o que a lipoaspiração não faz, ou seja, elimina o excesso de pele e a flacidez muscular decorrentes de gestação ou de emagrecimento muito grande em pacientes que, por exemplo, passaram por cirurgia bariátrica, perderam bastante peso e estão com sobra de pele, que não retrairá totalmente de forma natural.

Na abdominoplastia, após se fazer incisão semelhante à da cesariana, descola-se a pele até a altura das mamas e costuram-se, de cima a baixo, os músculos que distenderam durante a gravidez. Solta-se o umbigo e estira-se a pele cuja sobra, se ultrapassar o limite da incisão inferior, se removerá.

Em excesso de gordura, o resultado não será muito satisfatório, por isso se deve associar à abdominoplastia a lipoaspiração, a chamada lipoabdominoplastia, que começa pela retirada de gordura, o que promove sobra de pele, tratada pela abdominoplastia. No final, reinsere-se o umbigo.

Como na cesariana, é comum perder temporariamente a sensibilidade na região abaixo do umbigo, em virtude do corte de nervos e veias.

Cuidados com a postura

Uma vez que a cicatriz demora em torno de um mês a meio para ganhar força, aconselha-se ao paciente não retesar a sutura durante catorze dias e, dependendo da quantidade de pele suprimida, andar curvado.

Abdominoplastia para pacientes que realizaram cirurgia bariátrica

A abdominoplastia clássica ocupa-se do excesso de pele vertical, mas o corte é horizontal, ou seja, o excesso de pele é perpendicular a ele, porém, se há flacidez circunferencial, como em pessoas que se submeteram à cirurgia bariátrica, a incisão passa pelo umbigo, é vertical e, em razão do formato, chamam-na cicatriz em âncora.

Dermolipectomia

A dermolipectomia é a abdominoplastia higiênica, cujo objetivo não é remover o máximo de pele, só o chamado avental, para permitir ao paciente continuar emagrecendo até alcançar estabilidade no peso. Ela facilita a ele limpar-se enquanto ainda há peso a perder e deve-se efetuar, no mínimo, seis meses depois da cirurgia bariátrica, não apenas para dar tempo de se criar a manutenção do peso, como também para adequação dos hábitos alimentares.

Miniabdominoplastia

A miniabdominoplastia é apropriada para quem tem menos excesso de pele do que quem se submete à abdominoplastia, ou seja, também para mulheres que engordaram de 6 a 8 kg durante a gestação e têm alguma flacidez abaixo do umbigo.

A incisão, pouco maior que a da cesariana e pouco menor que a da abdominoplastia, propicia o descolamento de pele até abaixo do umbigo e provoca a menor cicatriz possível.

Realização de cirurgias plásticas simultâneas

Nas operações cirúrgicas simultâneas, soma-se o risco de cada uma, por isso, não se recomendam pela probabilidade de maiores complicações ligadas a sangramento, extensão de incisões e tempo de cirurgia ampliado. O ideal é dividi-las, para maior segurança e melhores resultados, que um pós-operatório inadequado poderá comprometer.

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CRM: 130475. Graduação em Medicina pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008). Residência médica em cirurgia plástica pelo Hospital de Clínicas da Universidade Estadual de Campinas (2014-2017). Residência médica em cirurgia geral pela Faculdade de Medicina de Ribeirão Preto da Universidade de São Paulo (2008-2010). Pós-graduação em reconstrução mamária pelo Hospital Pérola Byington (2017-2018). Pós-graduação em dermatocosmiatria pela faculdade de Medicina do ABC Paulista FMABC (2017-2018). Especialização em Oxigenoterapia Hiperárica pela Sociedade Brasileira de Medicina Hiperbárica (2016).