Celulite e estrias

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Diferença entre estria e celulite

Cerca de 60% das mulheres apresentam estrias e 90%, celulite ou lipodistrofia ginoide, alteração no tecido subcutâneo (gordura abaixo da pele) que culmina em diversas depressões e no popularmente conhecido efeito casca de laranja. Em uma celulite de grau leve, invisível a olho nu, esses furos podem surgir somente quando se pressiona dada região da pele, em outros casos, eles são perceptíveis até mesmo na pele coberta por roupa.

As estrias, que se assemelham a rachaduras, podem ocorrer em sentido horizontal ou vertical e provém do estiramento excessivo da pele em virtude de aumento de peso em curto período, como em uma gravidez.

Estrias acometem homens e mulheres

A incidência de estrias entre homens e mulheres é relativamente parelha. Quem ganhar peso ou crescer rapidamente está fadado a elas que, se decorrentes de desenvolvimento vertical, são horizontais; se do aumento da barriga durante gestação ou da mama na puberdade, são verticais ou ligeiramente oblíquas.

Mulheres são mais propensas a apresentarem celulite

As mulheres, por influência genética e pelos hormônios, são mais propensas à celulite que os homens.

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Celulite em pele negra

A distribuição da gordura em peles negra é diferente da observada em epidermes claras, mas, embora a cor da pele disfarce o aspecto, a tendência genética para a celulite é a mesma.

Causas da celulite

É impossível mudar o fator genético causador da celulite, mas os demais, associados ao comportamento, sim.

A celulite é uma inflamação do tecido gorduroso. Com o acúmulo de toxinas, o sangue, por tornar-se mais viscoso, encontra dificuldade para circular. Assim, compromete-se o retorno dele para os membros inferiores, como as coxas. Outras regiões normalmente acometidas pela celulite são os culotes e, às vezes, o abdômen. Esse processo provoca inchaço e evidencia os septos, que fixam a pele à parte mais profunda.

Uma dieta repleta de toxinas – frituras e alimentos ricos em açúcar ou sal –, além de tabagismo, pode favorecer a manifestação da celulite.

A água protege da celulite, já que aumenta a fluidez do sangue e desintoxica o organismo pelo trabalho dos rins. Os alimentos naturais, que alcalinizam o sangue e limpam o corpo, e os ricos em antioxidantes, que neutralizam as toxinas, também ajudam a preveni-la.

Como tratar a celulite

Não há cura para a celulite, mas tratamento. A drenagem linfática reduz o edema e estimula o retorno venoso. Outras opções são a carboxiterapia e a intradermoterapia. A primeira, que consiste em injeção de CO2 nos tecidos subcutâneos, diminui a toxicidade e a inflamação. A segunda promove a entrada de substâncias que ativam a circulação e queimam gorduras.

Pela radiofrequência, técnica mais moderna, é possível dissolver as células de gordura e amenizar o processo inflamatório.

Como tratar a estria

Também não há cura para as estrias, que são de dois tipos. As vermelhas indicam que ainda há alguma circulação sanguínea no local e podem-se tratar com ácidos, peelings, e dermoabrasão (lixamento da pele para nova cicatrização). As brancas são cicatrizes oriundas do excesso de retesamento do colágeno, e intervenções que, por exemplo, diminuem a espessura delas, conseguem torná-las menos evidentes.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).