Caspa

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Dermatite seborreica (caspa)

Cerca de 5% da população mundial têm dermatite seborreica (caspa), que acomete tanto homens como mulheres, porém, aqueles têm mais chances de ter a doença do que estas. Há pacientes que relatam que a caspa surgiu a partir da menopausa.

Não há como acabar com a caspa, trata-se de um problema crônico que tem períodos de melhora e piora durante a vida, mas que pode ser controlado. Para isso pode-se começar utilizando shampoos anticaspa vendidos no mercado, se não melhorar, é necessário procurar um médico para este prescrever um shampoo medicamentoso, antifúngico (que também tem efeito anti-inflamatório), vendido em farmácias. Existem remédios de administração oral contra a caspa, mas na maioria das vezes ela é controlada com produtos tópicos.

Uma paciente relata que a partir da menopausa os cabelos dela começaram a ficar mais finos e com caspa. As oscilações hormonais da menopausa influenciam muito os cabelos.

Fatores que pioram a caspa

O uso de bonés (que abafa em demasia o couro cabeludo) e dormir com o cabelo molhado facilitam a proliferação do fungo que favorece a caspa. Homens que usam muito boné geralmente têm mais caspa. Para amenizá-la, deve-se lavar os cabelos frequentemente, com shampoo adequado e com água a mais fria possível, pois a quente remove a gordura do cabelo e faz com que ele produza mais óleo, e isso favorece a caspa.

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O ideal é deixar os cabelos arejados e não ficar de boné o dia inteiro (tirando-o ao chegar em casa, por exemplo).

O condicionador, se usado, deve ser aplicado somente nas pontas dos fios, nunca no couro cabeludo.

O excesso de energia térmica direcionado próximo ao couro cabeludo, por exemplo, devido ao uso de chapinha e secador, pode piorar a caspa.

Muitos têm caspa, principalmente no inverno, e a falta de higiene pode piorá-la, apesar disso alguns lavam os cabelos todos os dias e mesmo assim sofrem com o problema.

Remédios caseiros para caspa

Deve-se tomar cuidado com remédios caseiros para evitar a caspa, pois às vezes a pessoa não tem essa doença, mas sim outra de pele.

Passar limão no couro cabeludo pode queimá-lo. Trata-se de uma fruta ácida, além disso, não existe nenhum estudo científico que comprove que ela cure a caspa, aliás, se não removida adequadamente do couro cabeludo, quando em contato com o sol pode provocar bolhas, queimaduras e manchas na pele.

Shampoo anticaspa

Nas farmácias e supermercados há grande variedade de shampoos anticaspa, cada um com especificidades, e assim a pessoa pode acabar comprando um errado, que resseque o couro cabeludo ou não seja para o tipo de caspa dela – existe a oleosa e a seca –, por isso é importante consultar um dermatologista para que ele prescreva o produto adequado.

A caspa seca é aquela cujos fragmentos se soltam facilmente e se destacam nas roupas escuras. A oleosa é mais grumosa, adere ao couro cabeludo e pode formar eczemas – são mais amareladas, grossas, difíceis de serem removidas e podem causar foliculite.

Regiões em que a caspa pode aparecer

A dermatite seborreica pode se manifestar não apenas no couro cabeludo, mas também nas sobrancelhas (ou entre elas), nos cantos do nariz, atrás ou dentro das orelhas, na barba e até na virilha. O tratamento é diferente dependendo da área.

Diagnóstico da caspa

Há relatos de uma pessoa que tem descamação no couro cabeludo, já mudou várias vezes de shampoo anticaspa e não adiantou. Primeiro, deve-se procurar ajuda médica para verificar se o problema é mesmo dermatite seborreica. Caso positivo, existem shampoos mais fortes – inclusive alguns manipulados em farmácias – que podem ser prescritos pelo médico, que orientará o tempo de uso deles.

Existem doenças que se parecem com a caspa, mas não são. Quanto mais tempo a pessoa leva para ir ao médico, mais tempo leva para corrigir o problema.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).