Calvície

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Evolução da calvície

A preocupação em relação à queda de cabelo no homem depende da agressividade dela, e não da faixa etária. Existem pacientes com 20 anos já com calvície avançada, e outros de 32 com a doença no estágio inicial. É importante analisar a progressão da alopecia androgenética. Comparando fotos de 6 em 6 meses – pois a pessoa acaba se acostumando com a própria imagem – e percebendo que a enfermidade está evoluindo de forma agressiva, a idade não importa muito. Geralmente a fase pior dela acontece entre os 28 e 45 anos.

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Calvície masculina e feminina

A calvície, queixa frequente nos consultórios dermatológicos, afeta principalmente homens, em que os cabelos começam a ficar mais ralos e mais finos, até desaparecerem.

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Ela tem causa genética, apesar de existirem pais cabeludos com filhos carecas e pais carecas com filhos cabeludos. Metade dos cromossomos vem da mãe, metade do pai, e ocorre uma junção que determina se a pessoa tem o gene para ficar careca ou não.

Existe a calvície feminina e a masculina, cada uma tem diferentes padrões. Geralmente o homem fica careca na parte superior da cabeça, e as áreas laterais e a posterior são poupadas. Já na mulher, ocorre uma rarefação difusa no couro cabeludo, que fica mais ralo tanto na superfície quanto nas laterais, mas ela não fica careca como os homens.

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A calvície feminina se dá sempre após a adolescência, nunca antes, pois os hormônios femininos ainda não estão agindo. A calvície pode se iniciar aos 20, aos 40, aos 60 anos. Quanto antes ela surgir, mais intensa será. Quando as mulheres começam a notar que os cabelos estão muito finos e a testa aumentando, quanto antes procurarem um dermatologista, melhor.

Eflúvio telógeno e calvície

Se, por algum motivo, o folículo piloso entope, como por caspa, a ascensão dos fios sobre o couro cabeludo é dificultada. A queda de cabelo temporária, chamada de eflúvio telógeno – que difere da calvície –, pode ser favorecida por seborreia, estresse, infecções, hipotireoidismo, alterações emocionais, e após parto, febre e cirurgias, etc.

O cabelo fica mais bonito durante a gestação por causa do pico de estrogênio (hormônio feminino) no organismo. Quando se dá a luz, esse hormônio diminui e ocorre queda de cabelo fisiológica, que pode levar até 6 meses para cessar. Os cabelos perdidos no eflúvio telógeno normalmente se recuperam.

As mulheres não devem conviver com o cabelo ralo, se ele começar a cair e, na menopausa, ficar ralo, é necessário procurar um dermatologista – que cuida da pele, cabelos e unhas –, pois assim como a acne, a alopecia também tem tratamento. É possível recuperar a cabeleira, talvez ela não fique como antes, mas aumente. Se o tratamento for precoce, o resultado tende a ser ainda melhor.

Dormir com o cabelo molhado causa calvície

Muitos justificam a calvície por terem dormido muitos dias com o cabelo molhado, porém, isso é mito: dormir com o cabelo molhado não apodrece a raiz capilar e nem causa calvície.

Como se desenvolve a calvície

O cabelo tem um ciclo, ele nasce, cresce, cai, e depois, na mesma raiz, nasce outro, e o ciclo se repete, assim é normal perder em torno de 100 fios de cabelo por dia.

Em que possui genética para calvície, seja homem ou mulher, o problema não está na queda do cabelo, e sim na renovação dele para o próximo ciclo. O novo cabelo vem mais fino, e depois de cair, o próximo virá ainda mais fino, e assim por diante, até que a raiz capilar desaparece, e não mais nascerá cabelo ali. O cabelo não simplesmente cai, ele morre aos poucos, a raiz involui com o passar do tempo – por conta da genética, há programação para isso ocorrer – até que é absorvida pelo organismo.

Alguns ficam totalmente calvos, outros tem apenas entradas mais evidenciadas no couro cabeludo, e outros uma calvície difusa. Normalmente só se nota a rarefação capilar quando se perde cerca de 50% das raízes capilares numa determina região do couro cabeludo.

Academia e calvície

Muitos perguntam se quanto mais praticarem atividades físicas mais perderão os cabelos. Quanto mais testosterona, maior a conversão dela em di-hidrotestosterona, e maior a queda de cabelo se houver predisposição à calvície.

Se a pessoa frequenta muito a academia de musculação, e assim produz mais testosterona, se tiver tendência à calvície perderá mais cabelo. Porém, praticar exercícios na academia não é o suficiente para levar à calvície. Geralmente quem faz terapia de reposição hormonal ou usa algum tipo de medicamento para melhorar o desempenho nos exercícios físicos, tem um aumento exacerbado da testosterona, e então terá queda de cabelo, porém, nem todos que usam aporte medicamentoso para academia ou que fazem muitos exercícios físicos ficarão calvos, tem que haver predisposição genética para isso.

Careca antes mesmo de nascer

Os folículos pilosos (as sementes do cabelo) começam a se desenvolver na décima semana de gravidez, se tornam lanugo, um fio fino e delicado, e caem em torno da trigésima quarta e trigésima sexta semana de gravidez.

Algumas pessoas têm mais folículos e terão mais cabelos, e outras menos, assim, geneticamente alguns têm uma quantidade menor de cabelos e também eles mais finos, principalmente os descendentes de italianos, poloneses e alemães, enquanto os de chineses têm o cabelo um pouco mais grosso. Assim, alguns têm maior propensão à calvície mesmo antes de nascer.

O topo da cabeça tem uma origem embriológica diferente da das laterais. Em média, cerca de 70% dos fios de cabelo estão nas laterais e 30% no topo. Dificilmente se vê homens carecas nas laterais do couro cabeludo, e muito mais frequentemente no topo da cabeça, devido à origem embriológica distinta.

Pode-se fazer uma analogia do processo de calvície com uma chave e fechadura: as fechaduras estão contidas no topo da cabeça, e as chaves (o hormônio di-hidrotestosterona (DHT)) até agem nas laterais, mas não são capazes de miniaturizar os cabelos dali.

Para os que sofrerão com a calvície, a cada dia que se passa sem tratá-la, mais folículos pilosos morrem, e independente de se fazer transplante capilar, os que morreram não se restauram.

Estresse e calvície

Muitos, quando vão ao médico, e são perguntados se sofrem de algum mal, respondem que estão muito estressados.

O estresse aumenta o nível de cortisol, hormônio produzido pelas glândulas suprarrenais (que como o próprio nome diz ficam logo acima do rim), e se em quantidade acima do normal, afeta diretamente a raiz capilar, gerando eflúvio telógeno, porém, não ocasiona calvície em quem não tem predisposição a ela, ou seja, uma vez que os cabelos caem, se o estresse for controlado, eles se recuperam. Porém, se o indivíduo tem genética favorável para a calvície, o estresse pode desencadear o aparecimento dos sintomas dela, ou então agravá-la.

Existe remédio que faz nascer cabelo?

Nas áreas calvas o cabelo não nasce novamente, mas nas em que ele está fino, os tratamentos clínicos podem ser úteis.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).