Como Tratar a Calvície Feminina

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O que causa a calvície feminina?

As mulheres podem perder o cabelo num padrão diferente do dos homens. Até dois terços delas sofrem perda de cabelo após a menopausa, e menos da metade passa dos 65 anos com uma cabeleira cheia.

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A calvície feminina é hereditária. Ela é mais comum após a menopausa, portanto, os hormônios são responsáveis por ela. Se perceber que está perdendo cabelo, consulte um dermatologista, que poderá determinar se isso é resultado da calvície ou outro tipo de perda de cabelo.

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Quanto mais cedo iniciado o tratado, mais rápido a perda dos fios irá diminuir – e em alguns casos até regredir.

tratamento-para-calvicie-na-mulherComo é a calvície feminina?

Na calvície feminina, a fase de crescimento do cabelo diminui e também leva mais tempo para o novo cabelo começar a crescer. Os folículos pilosos encolhem, levando os cabelos que crescem a ficarem mais finos e quebrarem mais facilmente.

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É normal que mulheres percam de 50 a 100 cabelos por dia, mas as com calvície podem perder muito mais.

Nos homens, a perda de cabelo geralmente começa nas entradas do couro cabeludo e avança para o todo da cabeça. Já as mulheres perdem o cabelo em toda a cabeça, começando pela linha central que os divide ao meio.

É menos provável que mulheres fiquem completamente carecas, mas elas podem ter desbaste em toda a cabeleira.

De acordo com a escala de Ludwig, a calvície feminina divide-se em três estágios:

  • No primeiro uma pequena quantidade de desbaste do cabelo começa.
  • No segundo há alargamento da área calva e o aumento da miniaturização dos fios em torno dela.
  • No terceiro há maior desbaste, com uma área lisa à mostra na parte superior do couro cabeludo.

A genética pode causar calvície feminina?

A calvície é hereditária, e envolve muitos genes diferentes, os quais podem ser herdados de um dos pais. É mais provável que você tenha calvície se sua mãe, pai ou parentes próximos também tiverem-na.

O que mais causa queda de cabelo em mulheres?

Se você tiver outros sintomas, como menstruação irregular, acne grave ou aumento da pilificação, pode estar experimentando um tipo de perda de cabelo que não a calvície.

Mulheres podem ter calvície aos 20 anos?

Mulheres são menos propensas a desenvolver calvície antes da meia-idade, e sim quando chegam aos 40, 50 anos e além.

Altos níveis de hormônios sexuais masculinos, chamados andrógenos, contribuem para a queda de cabelo nos homens e também nas mulheres. Além disso, fumar também pode aumentar o risco de perda de cabelo.

Como isso é diagnosticado?

Se o médico suspeitar de algum tipo de perda de cabelo que não calvície, ele pode solicitar um exame de sangue para verificar os níveis dos hormônios da tireoide, dos andrógenos, de ferro ou de outras substâncias que afetam o crescimento do cabelo.

Tratamento para calvície feminina

A calvície de padrão feminino, se incipiente, pode ser camuflada com penteados, porém, eventualmente, pode haver muita rarefação capilar para se encobrir.

O diagnóstico precoce permitir entrar com um plano de tratamento – geralmente um ou mais medicamentos – e minimiza a perda capilar futura.

Minoxidil

O Minoxidil é uma droga aprovada pelo FDA (Food and Drug Administration) para tratar a calvície de padrão feminino. Está disponível em formulações em concentrações de 2% ou 5%.

Embora não restaure os cabelos que se foram, ele pode fazer crescer uma quantidade significativa de fios e encorpar a cabeleira, para isso deve ser utilizado topicamente no couro cabeludo todos os dias.

Geralmente os primeiros resultados surgem com 6 a 12 meses de uso do produto, que precisa ser aplicado continuamente para conservar os cabelos.

As seguintes reações adversas são possíveis: vermelhidão e coceira no couro cabeludo, além do crescimento de pelos em áreas indesejáveis, como nas bochechas.

Finasterida e dutasterida

Tratam-se de medicamentos aprovados pelo FDA para tratar a alopecia androgenética em homens, porém, alguns médicos recomendam-nos também para mulheres – algumas pesquisas demonstram que eles ajudam a regenerar o cabelo na calvície feminina.

Os efeitos colaterais podem incluir dores de cabeça, ondas de calor e diminuição do desejo sexual, especialmente durante o primeiro ano de uso. Mulheres não devem engravidar enquanto tomam estes medicamentos, porque eles aumentam o risco de defeitos congênitos no bebê.

Espironolactona

A espironolactona é um diurético, o que significa que remove o excesso de líquido do corpo. Também bloqueia a produção de andrógenos e pode ajudar a regenerar o cabelo das mulheres.

Este medicamento pode causar vários efeitos colaterais, incluindo: desequilíbrios eletrolíticos, fadiga e menstruação irregular. Enquanto estiver tomando-o é necessário fazer testes regulares de pressão arterial e eletrólitos. Se está grávida ou planeja engravidar, não use-o, já que ele pode causar defeitos congênitos.

Outras opções de tratamento

Se o baixo teor de ferro estiver contribuindo para a perda de cabelo, seu médico poderá prescrever um suplemento de ferro. Outros suplementos, como os com biotina e/ou ácido fólico, também são utilizados para engrossar os cabelos.

Um estudo mostrou que mulheres desenvolveram pelos mais grossos após ingerirem os ácidos graxos ômega 3, ômega 6 e antioxidantes. No entanto, é melhor consultar um médico antes de tomar qualquer suplemento para regenerar os cabelos.

Pentes específicos e capacetes de laser são aprovados pelo FDA para tratar a perda de cabelo. Eles usam energia luminosa para estimular o crescimento dos fios. Porém, mais pesquisas precisam ser feitas para determinar se isso é realmente eficaz.

A terapia com plasma rico em plaquetas também pode ser benéfica. Isso envolve tirar o sangue, manipulá-lo e depois injeta as próprias plaquetas no couro cabeludo para estimular o crescimento dos cabelos. Embora essa técnica seja promissora, ela carece de mais estudos.

O transplante de cabelo é uma solução permanente. Durante este procedimento, o médico remove uma fina faixa de cabelo de uma parte do couro cabeludo e o transplanta para áreas calvas. O enxerto reaparece como o cabelo natural.

Há também alternativas para esconder a perda de cabelo, como perucas, próteses capilares ou sprays específicos.

Como evitar a calvície feminina?

A calvície feminina não é reversível, não se pode evitá-la, porém, o tratamento adequado pode proteger o cabelo da quebra e da queda – alguns podem levar até 12 meses para dar resultados, e a realização deles precisa ser contínua para retardar a perda capilar.

Dicas para melhorar a saúde dos cabelos

Tenha uma dieta saudável. Consuma quantidades suficientes de ferro provenientes de vegetais de folhas verdes escuras, feijão e cereais.

Evite tratamentos que quebrem ou danifiquem os fios de cabelo, como chapinhas e permanentes.

Pergunte ao seu médico se algum dos medicamentos que você toma pode promover a perda de cabelo. Se sim, confira se é possível substituí-los.

Não fume. Isso danifica os folículos pilosos e pode acelerar a queda de cabelo.

Use um chapéu confortável quando se expor ao sol, já que a radiação solar em excesso pode danificar os cabelos.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).