Calvície: características

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Características da calvície

A tricologia estuda os cabelos e os pelos. Para a calvície não há cura, há controle, por ser uma doença adquirida por herança genética.

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Existe uma predileção da calvície pela parte materna, mas isso não é regra, pois a herança genética do lado paterno também influencia – não só do pai ou da mãe, mas também de tios, avós e tataravós. A calvície pode pular gerações. Ter avós, paternos ou maternos, com calvície, não significa que a pessoa também a terá.

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A alopecia androgenética pode começar a se manifestar muito cedo, com 10 ou 11 anos, porém, quanto mais cedo feito o diagnóstico, menos o cabelo será afetado. Nessa doença o hormônio masculino se liga a um receptor na raiz do pelo, afinando-o. A queda de cabelo pode ter outras causas, e é necessário verificar se genética ou não.

Uso de finasterida

A finasterida é útil para retardar a alopecia androgenética, existem trabalhos que confirmam que o uso dela pode causar impotência sexual. Porém, há outros fatores que afetam a libido que não o medicamento. É importante que o paciente procure um médico para que realize exames de controle previamente e tenha acompanhamento da administração dessa droga.

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Percebendo a calvície

A queda de até 150 fios por dia pode ser aceitável, porém, isso depende muito da densidade capilar, de quantos fios de cabelo a pessoa tem por cm². Uma queda de 80 a 90 fios de cabelo em quem tem pouco cabelo é significativa.

Agravantes da queda de cabelo

Abafar o couro cabeludo com o uso de bonés pode provocar dermatite seborreica, que apesar de piorar a queda de cabelo, porém, não é um fator determinante para ela. Além do que, a alta incidência de radiação solar no couro cabeludo também influencia na perda de cabelo. Por isso, em dias de sol recomenda-se usar boné de forma moderada.

Dormir com o cabelo molhado também agrava a perda capilar.

Implicações da calvície

De acordo com a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), 80% dos homens com mais de 80 anos têm calvície – um problema que também atinge as mulheres, pois cerca de 30% delas, aos 50 anos, apresentam algum grau da doença.

A perda capilar normalmente se inicia por volta da menopausa, porém, existem mulheres de 25 a 30 anos em que o cabelo já sofre um processo de miniaturização. Isso às vezes está associado a alterações hormonais, mas nem sempre, a maioria dos casos é por alopecia androgenética.

O folículo piloso, que é de onde sai o fio de cabelo – que tem glândula sebácea anexada, por isso a oleosidade –, tem receptores que captam o hormônio masculino – que muitas vezes está em quantias normais no organismo do paciente.

Quando a calvície surge, os fios ficam mais finos, miniaturizados, e muitos não conseguem se desenvolver tanto. Muitas vezes a pessoa fica feliz ao ver pequenos cabelos no couro cabeludo, achando que mais deles estão nascendo, mas na verdade estão afinando.

Efeito da di-hidrotestosterona

No couro cabeludo, por ação de uma enzima, a testosterona se transforma em di-hidrotestosterona (DHT). Para diminuir essa conversão existem tratamentos, que não reduzem a testosterona no organismo.

Muitas vezes a pessoa toma polivitamínicos por conta própria, não resolve a queda de cabelo e acha que os tratamentos contra ela não funcionam. É necessário procurar um médico, investigar laboratorialmente e instituir as terapêuticas.

Fatores que agravam a queda de cabelo

Prender os cabelos constantemente, como fazem bailarinas e comissárias de bordo, pode aumentar a perda capilar devido à tração dos fios, e assim fazer com que a testa fique mais destacada. Deve-se evitar fazer escova todos os dias. Os alisamentos, como a progressiva e a chapinha, podem contribuir para a perda de cabelo, principalmente se a pessoa tiver tendência à calvície. Não são tratamentos proibitivos, mas devem ser feitos com parcimônia.

Se o cabelo está desidratado, deve-se hidratá-lo. Cremes e tratamentos podem melhorar o estado do fio e a queratina, mas não resolvem a queda de cabelo, pois são terapêuticas cosméticas que não tratam a raiz capilar.

Tratamentos para a calvície

Para tratar a calvície, uma opção é utilizar um antiandrógeno para inibir a conversão do hormônio masculino. Existem ativos, como biotina, cistina, cisteína e zinco, que também podem auxiliar contra a perda capilar.

Há tratamentos via oral, tópicos, como com minoxidil – loção tópica com a qual a pessoa faz massagem diariamente no couro cabeludo e estimula a circulação sanguínea local.

Os lasers fracionados, utilizados também para tratamento de rejuvenescimento e câncer de pele, promovem microlesões no couro cabeludo que aumentam a absorção de ativos nele, depois disso são aplicadas mesoterapia ou intradermoterapia, e loções a base de fatores de crescimento. Esse conjunto de tratamentos leva 20 minutos para ser realizado, e é finalizado com LED, o de cor vermelha acentua o metabolismo das mitocôndrias, organelas celulares relacionadas à circulação sanguínea.

O tratamento pode ser feito em homens e mulheres. As medicações das injeções são selecionadas a depender do sexo do paciente. Para o cabelo crescer um tamanho notável leva de 6 a 8 meses.

Ter entradas é sinal de calvície?

Com o passar do tempo, é comum nos homens aparecem as famosas entradas no couro cabeludo, mas nem sempre isso é sinal de calvície. Ao entrar na puberdade, a voz engrossa, nascem mais pelos no corpo, e caem fios de cabelo na parte anterior do couro cabeludo, o que caracteriza uma maturação sexual masculina normal. Somente quando essa queda se acentua nos anos seguintes é que pode-se estar diante da alopecia androgenética.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).