Calor da menopausa

Calores (ou fogachos) da menopausa

Um dos sinais mais visíveis de que a mulher está entrando na menopausa é o aparecimento no corpo dela de ondas de calor – que são fortes, deixam o rosto e o peito vermelhos – geralmente acompanhadas de sudorese, que molha as roupas e deixa a mulher constrangida. Após isso, vem uma onda de frio, às vezes provoca até calafrios.

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Esses sintomas surgem porque a diminuição da produção dos hormônios sexuais (estrógeno e progesterona) altera o funcionamento do centro de regulação térmica.

Em 20% das mulheres, os sintomas aparecem somente depois da menopausa. Nas demais, eles aparecem enquanto a mulher ainda menstrua. Em cerca de 66% dos casos, a mulher começa a sentir os calores na fase em que as menstruações estão ficando irregulares, e 13% das mulheres tem ondas de calor ainda menstruando com regularidade.

Quanto tempo duram os calores da menopausa?

Foi feito um estudo com 1.500 mulheres para saber quanto tempo duravam esses calores, e a conclusão foi que quanto mais cedo eles começam, mais tempo dura.

Mulheres que começam a sentir os calores enquanto ainda menstruam irão senti-los por muitos anos – em casos extremos até 14 anos.

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Já nas que o calor se manifesta após o término das menstruações, a média de duração é de 3 a 4 anos.

Tratamentos naturais para os calores da menopausa

De acordo com estudos científicos, os tratamentos naturais para os calores da menopausa não costumam funcionar bem, e não parecem ter efeito superior a um placebo – quefunciona mais psicologicamente.

Porém, os calores da menopausa não trazem consequências graves para a paciente, assim, tentar um tratamento natural, pode ser válido.

Tratamento com fitoestrógenos

Entre os tratamentos naturais disponíveis, existem os com fitoestrógenos, que são hormônios sexuais femininos presentes no mundo vegetal. Eles podem ser encontrados nas isoflavonas da soja e do trevo vermelho, na linhaça e na Cimicifuga racemosa.

Algumas pessoas têm preconceito em relação a remédios alopáticos, devido aos efeitos colaterais destes, porém, tratamentos naturais com ervas não são isentos de efeitos colaterais. A maconha, por exemplo, é uma erva natural.

Quando se toma Cimicifuga racemosa, por exemplo, pode ocorre hepatite. Para tomar um remédio ou fazer tratamento com ervas naturais para os calores da menopausa é necessário consultar um médico.

Para pacientes que fizeram tratamento de câncer de mama, o tratamento dos calores da menopausa é diferente e deve ser feito com auxílio do médico, já que os fitoestrógenos podem causar agressões e desencadear complicações decorrentes do câncer.

A acupuntura e a reposição da vitamina E são outras ferramentas naturais para tratar os calores da menopausa.

Se o tratamento natural trouxer benefícios para a paciente, ela pode segui-lo ao invés de usar hormônios sexuais, que apresentam mais efeitos colaterais.

Os calorões estão diretamente relacionados ao fator hereditário – ou do lado paterno (as irmãs do pai, por exemplo) ou do materno (as irmãs da mãe e a própria mãe).

Há relatos de mulheres que sentem muito calor durante a menopausa, mesmo tomando hormônios.

Calores nos pés

Há relatos de uma mulher de 47 anos que sente a sola do pé esquentar bastante. O calor somente nos pés pode ser problema de vascularização, que em geral também acomete mulheres na menopausa, mas também pode ser outra causa que deve ser investigada.

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CRM: 81139. Médico Ginecologista e Obstetra da Notre Dame Intermédica (2013-atual). Médico Ginecologista do Complexo Hospital Edmundo Vasconcelos (2012-atual). Coordenador da Clínica Ginecológica Hospital Dom Antonio de Alvarenga (2008-atual). Médico Ginecologista da Prefeitura Municipal de Mauá (2002-atual). Médico Ginecologista da Unidade Básica de Saúde Vila Oratório (1999-2011). Médico Ginecologista e Obstetra da Organização Mogiana de Educação e Cultura (1998-2000). Médico plantonista do Pronto Socorro Municipal de Pindorama (1995-1996). Médico plantonista da Maternidade da Santa Casa de Misericórdia de Mauá (1997-2003). Professor da USC Centro Universitário São Camilo (2015-atual). Residência médica pelo Instituto Brasileiro de Controle do Câncer (1997-1998). Residência médica em Obstetrícia e Ginecologia pela Faculdade de Medicina de Catanduva (1995-1997). Graduação em Medicina pela Universidade do Estado do Amazonas (1989-1994).