Botox e preenchimento

Botox x Ácido hialurônico

Frequentemente surgem dúvidas a respeito da aplicação de toxina botulínica e do preenchimento cutâneo com ácido hialurônico.

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Qual é o melhor tratamento: Botox ácido hialurônico? Na verdade, isso depende da indicação que cada um recebeu. A avaliação, assim, deve ser bastante criteriosa. Além disso, nada impede que se façam os dois procedimentos simultaneamente.

Contração muscular gera rugas

A contração dos músculos da face leva à formação de rugas ou linhas de expressão em várias regiões, principalmente no canto dos olhos (pés de galinha), na testa ou entre as sobrancelhas.

A aplicação da toxina botulínica (Botox) atenua essas marcas, porque suaviza e relaxa a contração do músculo, mas não estica ou traciona a pele.

Dúvidas sobre a toxina botulínica (Botox)

Muitas pacientes gostariam de usar Botox para reduzir a flacidez do rosto, mas ele não é o mais recomendável nesse caso, uma vez que não atua sobre a tensão da pele.

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Outra dúvida em relação ao Botox se refere à boca. Alguns receiam que, com ele, os lábios fiquem muito grandes, porém ele não provoca aumento do volume das estruturas.

Uso do ácido hialurônico

Podem-se empregar vários produtos como preenchedores. Hoje o mais utilizado é o ácido hialurônico, aplicável em diversos locais, como logo abaixo dos olhos (sulco lacrimal), na maçã do rosto (onde ocorre grande reabsorção com o tempo, o que faz perder volume), no sulco entre o nariz e a boca, região chamada de bigode chinês, entre outros.

O principal objetivo desse ácido é restituir o volume. Com o envelhecimento, as pessoas perdem-no em algumas áreas do rosto, mas trata-se apenas de recuperar o que se perdeu, e não aumentar indiscriminadamente, o que, do ponto de vista estético, ficaria ruim.

Diferença entre Botox e preenchimento

A toxina botulínica, produzida por uma bactéria chamada Clostridium botulinum, tem a função de paralisar a musculatura, principalmente a da face. Botox é uma marca dessa toxina, não ela propriamente dita, que começou a ser usada no Brasil em 1992 para tratar patologias relacionadas a espasmos musculares. Só em 2000, a ANVISA liberou para procedimento estético.

Como a toxina botulínica atua

O paciente recebe pomada anestésica, aguarda de 15 a 20 minutos para ela surtir efeito e submete-se à aplicação, que ocorre, com uma agulha de insulina, dentro do músculo da região afetada. Ela começa a agir entre três e cinco dias e seu efeito dura cerca de cinco a seis meses.

Além de ficar com a testa lisa, esse produto arqueia a cauda do supercílio e confere ar mais jovial à mulher. Jovens estão aderindo, cada vez mais, a esse tratamento, que passou a ser preventivo.

Reações alérgicas

A toxina botulínica e o ácido hialurônico não provocam reações alérgicas. Ambos se aplicam com anestesia local e microagulhas injetáveis, no consultório. Além de rápidos, são procedimentos pouco lesivos.

Faixa etária indicada

Não há regra com relação à faixa etária. Faz-se hoje tratamento com toxina botulínica em pessoas a partir dos trinta anos. Já o preenchimento costuma realizar-se um pouco mais tarde, porque é direcionado à fase em que as rugas profundas se evidenciam. O cirurgião plástico ou o dermatologista indicarão se é necessário utilizar toxina, ácido ou os dois.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).