Bomba de insulina

Bomba de insulina

A bomba de insulina trabalha com uma insulina de ação ultrarrápida. O aparelho tem controles que permitem programa-lo para ir liberando um pouco de insulina ao longo de cada hora. Quando a pessoa faz uma refeição, como o almoço ou o jantar, ela dá o chamado bolus, que é um pouco mais de insulina para cobrir aquilo que vai ser ingerido.

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O cateter fica aplicado no subcutâneo continuamente. A bomba fica separada com um tubinho.

Existe outro aparelho que faz uma monitorização contínua da glicose. É um glicosímetro com um sensor colocado no paciente que mede a glicose a todo momento e que se comunica, através de bluetooth, com a bomba.

O paciente pode programar a bomba para, por exemplo, caso a glicemia capilar estivar 60, ela parar de aplicar insulina.

Há relatos de pessoas que têm várias crises de hipoglicemia durante a madrugada, que é quando precisam de menos insulina durante o dia. O paciente irá perceber isso ao longo dos dias. o médico precisa avaliar o paciente durante cerca de um mês para saber a insulina basal correta a ser indicada, conhecer fatores de sensibilidade do organismo, etc.

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A monitorização é imprescindível, porque é isso que vai determinar a quantidade de insulina a ser utilizada e quando utilizá-la.

A bomba mostra casas decimais, portanto, se o paciente precisar tomar 4,6 de insulina, ele pode. Em uma seringa, ele teria que puxar 5.  A flexibilidade da bomba é um dos pontos positivos. Esses 0,4 de diferença pode resultar em hipoglicemia.

Não se consegue tratar um bebê com uma seringa ou caneta de insulina, pois as melhores canetas aplicam de meia em meia unidade, e às vezes meia unidade é muito para uma criança. Um bebê, por exemplo, só vai ficar bem controlado com uma bomba.

Segundo alguns diabéticos, um ponto negativo da bomba de insulina é que ela dá muita independência ao paciente. Há relatos de pacientes que, nos primeiros 15 dias com a bomba, comiam inadequadamente, pois sentiam que não tinham mais diabetes. O paciente precisa ter o discernimento de que ainda é diabético e de que a bomba é somente uma ajuda para o tratamento dele.

Benefícios da bomba de infusão de insulina

O maior benefício do uso da bomba de infusão de insulina é o paciente ter a possibilidade de, a cada vez que come carboidratos, fazer um pulso de insulina. O paciente também pode fazer isso se aplicar a insulina com caneta ou com seringa, mesmo que sejam 12 vezes no dia. porém, as doses dadas pela bomba de insulina podem ser quebradas – o paciente pode, por exemplo, fazer 2,1 unidades em determinado momento.

Como as bombas modernas têm um software interno, elas calculam quanto sobra de insulina após cada aplicação (o que é chamado de “insulina residual”). A bomba permite fazer uma infusão que varia ao longo do dia, momento a momento, e, com isso, obter um ajuste mais perfeito da aplicação de insulina.

Como consequência, o paciente obtém um melhor controle do diabetes, medido por uma diminuição de oscilações de glicemia ao longo do dia, pela hemoglobina glicada, que acaba sendo menor, e pela diminuição das hipoglicemias importantes ou severas.

Para pessoas que têm diabetes tipo 1 e estão dispostas a experimentar essa terapêutica, o uso da bomba de insulina é uma grande vantagem.

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CRM: 124205. Doutorado em andamento em Endocrinologia e Metabologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo. Residência em Clínica Médica pelo Hospital Geral de Pedreira. Aperfeiçoamento em Medicina Tropical (Hanseníase) pela Universidade Federal de Alagoas (2006). Graduação em Medicina pela Universidad de Montemorelos (1997-2005). Título de Especialista em Endocrinologia e Metabologia pela Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (2013). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Carapicuíba (2013-atual). Médica endocrinologista da Prefeitura Municipal de Cotia (2007-2016). Médica do Programa Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Vargem Grande Paulista (2006-2007).