Bálsamo-alemão: benefícios e como usá-lo

Características do bálsamo-alemão

Existem dois nomes científicos para o bálsamo-alemão, o primeiro, Kalanchoe tubiflora, é mais antigo. Encontra-se muita informação com esse nome, mas a botânica mudou a classificação dessa planta, e hoje encontra-se informações com o nome de Bryophyllum tubiflorum. Os dois nomes científicos atendem para a mesma planta.

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Essa planta tem sido muito falada, principalmente para o tratamento do câncer.

O bálsamo-alemão é uma planta suculenta, que nasce em vários lugares. Seu caule forma pequenos “palitos”, e as flores são como arabescos. Ele nasce espontaneamente em muitos lugares, até em telhados. É uma planta africana. Ela é rajada, numa tonalidade escura e outra mais clara.

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Toxidade do bálsamo-alemão

O bálsamo-alemão tem alto potencial tóxico. Isso foi descoberto porque, nas regiões onde ele se desenvolve naturalmente, as vacas acabavam pastando-no e tinham sérios problemas, inclusive morte de bezerros.

O bálsamo-alemão é rico em uma substância tóxica chamada glicosídeo cardioativo, que atua no coração. Além disso, ele tem dezenas de outras toxinas na composição. Não existe um nível seguro para usá-lo, ele pode causar problemas como diarreias sanguinolentas, nos casos mais leves, e graves inflamações do fígado e da vesícula.

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Fizeram a autópsia de animais que tinham morrido por terem pastado o bálsamo-alemão, e o fígado desses animais estava alaranjando e ressecado, e a vesícula inchada e arenosa.

O bálsamo-alemão causa disfunção renal, apatia profunda (a pessoa ou animal que ingere-o fica apática, prostrada e tem dificuldades digestivas, pois o estômago não funciona da maneira como deveria), e inapetência (falta de apetite). A planta causa arritmia cardíaca por causa dos glicosídeos cardioativos; dispneia (problemas respiratórios, como a falta de ar); sangramentos, principalmente na área do coração; intoxicação das células do coração; e, nos casos mais graves, pode levar à morte.

Em caso de intoxicação com a planta, deve-se procurar o serviço médico com urgência. Existe tratamento para a desintoxicação nos casos leves. Se um animal, como um cachorro ou coelho, comer o bálsamo-alemão e o tratamento demorar, ele provavelmente não vai resistir.

Ação anticancerígena do bálsamo-alemão

O bálsamo-alemão tem ação anticancerígena. Vários estudos demonstram que os princípios ativos dele levam as células cancerígenas à morte, impedem o desenvolvimento dos tumores e os reduzem.

Porém, o princípio ativo que faz o câncer morrer é o mesmo que causa intoxicação. Não se deve usar algo tratar um problema e causar outro.

A ciência precisa estudar esses princípios ativos de maneira a tornar o uso deles seguro. De outra maneira, não recomenda-se o uso do bálsamo-alemão devido aos riscos que ele oferece.

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