Apneia do sono: tratamento

Tratamentos

Para detectar a apneia, além do diagnóstico pela polissonografia, há da cabeça e do pescoço exames específicos em que os médicos observam se há obstruções dos cornetos e do septo nasais. Os cirurgiões-dentistas trabalham em conjunto com alguns otorrinolaringologistas.

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As obstruções e o estreitamento da passagem de ar, que acarretam ronco e apneia, podem ocorrer na região posterior do palato mole, onde se encontra a úvula (vulgarmente chamada de campainha), ou nas áreas próximas à base da língua.

Os tratamentos mais eficazes da apneia obstrutiva do sono, em geral, são clínicos.

CPAP

A terapêutica com um compressor de ar e uma máscara sobre o nariz e a boca chama-se CPAP, que libera pressão para desobstruir as vias aéreas e está disponível tanto para compra como para aluguel.

Também há os equipamentos intraorais, que, confeccionados por dentistas, também oferecem alto grau de eficácia.

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O paciente que usa o CPAP precisa dormir com ele todos os dias para haver pressão contínua de ar pelo nariz e pela boca. Há relatos de isso, ao longo do tempo, incomodar.

Tratamento cirúrgico

Nos casos de apneia severa, quando o paciente já tem comorbidades, como doenças cardiovasculares e obesidade, os médicos preferem optar pelos tratamentos cirúrgicos.

Aparelhos intrabucais

Inicialmente, os aparelhos intrabucais podem causar alguns desconfortos, como redução da saliva ou salivação excessiva e perda de referência da mordida pelo uso prolongado à noite. No entanto esses sinais são passageiros e ocorrem apenas durante o período de adaptação. Depois disso, a salivação volta ao normal e o incômodo ao remover o aparelho dura no máximo trinta minutos.

Como, com esse artefato, pode existir movimentação dental, é importante o acompanhamento de um profissional a cada quinze dias e, mais tarde, a cada seis meses, durante os quais, se houver movimentação, o dentista corrigirá.

Os benefícios desse mecanismo incluem a restituição do sono de qualidade, ausência de queixas em relação a roncos, além de maior disposição e capacidade de concentração. Assim, de modo geral, a vida desses pacientes melhora.

Aparelho para bruxismo

A placa de bruxismo serve como proteção dental, mas não promove o avanço na mandíbula,  não projeta o queixo para frente a fim de liberar a passagem do ar. Já o aparelho intraoral pode atuar também como proteção, uma vez que se compõe de uma placa em cima e outra embaixo, de modo que os dentes não entrem em contato.

Cirurgia buco-maxilo-facial

As cirurgias do céu da boca geralmente não produzem bons resultados. Há outras, como as em que se puxa a língua para a frente.

Para apneia severa há a cirurgia ortognática, em que o médico buco-maxilo-facial  promove o avanço de cerca 1,0 a 1,2 cm da maxila e da mandíbula, para fazer expandir as vias aéreas posteriores e, dessa forma, o paciente passar a respirar pela boca, com passagem de ar garantida. Esse procedimento não cura a apneia, mas é um dos mais recomendáveis.

Perigos por não tratar a apneia

Problemas com o cônjuge

Quem deixa a apneia seguir seu curso pode ter problemas com o cônjuge por causa do ronco.

Sonolência diurna

Outra dificuldade em relação a isso é a sonolência diurna. Isso ocorre com quem não gosta de acordar cedo, ou seja, quando está no principal momento do sono. Isso o faz permanecer irritado durante o dia.

Desenvolvimento de comorbidades

O ganho de peso agrava a apneia, e ela, por sua vez, suscita acúmulo de peso. É um ciclo vicioso que pode levar o paciente a sofrer de problemas cardiovasculares, como infarto, trombose e até acidente vascular cerebral.

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CRM: 70468. Residência médica em Otorrinolaringologia pelo Hospital Universitário Getúlio Vargas (2011-2014). Graduação em Medicina pela Universidade Federal do Amazonas (2004-2010). Especialização em Fellowship em Cirurgia Otorrinolaringológica pelo Instituto Paranaense de Otorrinolaringologia (2014-2015). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Adventista de Manaus (2015-atual). Médica Otorrinolaringologista da Secretaria de Estado de Saúde do Amazonas (2016-atual). Médica Otorrinolaringologista do Hospital Universitário Getúlio Vargas (2016-atual). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Iranduba (2010-2011). Médica da Estratégia de Saúde da Família da Prefeitura Municipal de Itacoatiara (2010).