Alopecia frontal fibrosante: causas

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Alopecia é tudo igual?

Cada alopecia representa um tipo diferente de queda de cabelo, há sempre um termo complementar para a doença, por exemplo, androgenética, areata, ou frontal fibrosante (que provoca perda na região anterior do couro cabeludo).

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Alopecias reversíveis e irreversíveis

Existem as alopecias irreversíveis e as reversíveis, como a provocada pela quimioterapia, que acarreta perda de praticamente todo o cabelo, que depois volta por completo.

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Se o tronco de uma árvore for cortado, porém, a raiz dela permanecer íntegra, ela voltará a se desenvolver, o mesmo ocorre com o fio de cabelo, se a raiz dele for destruída, ele não mais crescerá, independente do remédio que se tome. Entretanto, mesmo que o cabelo não nasça mais, se não tratada (e isso foi confirmado por uma publicação científica de um jornal espanhol) a alopecia frontal fibrosante piora, lentamente. O objetivo é manter o cabelo que se tem e não recuperar o que se foi.

A biópsia do couro cabeludo averigua se ainda há raiz para nascer o cabelo e diagnostica a alopecia irreversível.

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O que é a alopecia frontal fibrosante?

A alopecia frontal fibrosante foi descrita na Austrália, em 1994, assim não é antiga. A partir do final da década de 90 começaram a aumentar muito os casos dela, tanto nos Estados Unidos quanto no Brasil e na Europa, que se espalhou praticamente por todo o mundo, entretanto, não se sabe porquê não há muitos relatos dela no Japão e na China.

Trata-se de uma doença autoimune, ou seja, o próprio sistema imunológico – que protege do ataque de bactérias e vírus – enxerga a raiz capilar como algo perigoso e agride-a.

Além de afetar os cabelos, a doença inflama e altera a textura da pele, que fica menos lisa e com manchas, e muitas mulheres acham que isso é por conta da menopausa (aliás, até alguns médicos afirmam isso para elas), porém, é pela doença.

O que causa a alopecia frontal fibrosante

Não se sabe ao certo a causa dessa doença, porém, ela não é contagiosa – assim um irmão não transmite-a para o outro – e não é ocasionada por estresse, por exemplo, o decorrente do falecimento de entes queridos. O cabelo que cai por estresse, tende a nascer novamente, já a alopecia frontal fibrosante destrói a raiz capilar.

Raramente homens têm a doença, além disso, existem estudos mostrando que bloquear a ação de alguns hormônios ameniza-a, daí acredita-se que alguns deles podem estar relacionados ao surgimento ou piora dela.

Em 2016 foi publicado um estudo em que várias hipóteses foram consideradas sobre um possível desencadeante ambiental da doença: algo que começou a ser feito na década de 80 e que antes não existia, por exemplo, hormônios injetados em animais (que posteriormente nos servem de alimento), contaminação por agrotóxicos nos alimentos ou uso de cosméticos (suspeita mais provável).

O hábito de passar cremes no rosto – criado por muitas mulheres que estão perto da menopausa – começou aproximadamente na década de 80, antes não eram comercializados nem mesmo protetores solares, e não à toa a doença inicia em 70% dos casos nas sobrancelhas – apesar de que a maioria das pessoas só procura um médico depois da enfermidade agir nos cabelos.

As manchas surgem anos antes da queda de cabelo excessiva, e por falta de conhecimento muitos dermatologistas não diagnosticam a doença, afirmam se tratar de melasma e indicam o uso de protetores solares e clareadores.

Predisposição à alopecia frontal fibrosante

Pacientes afetados pela doença têm a pele sensível e frequentemente são acometidos por alergias ao passar cosméticos no rosto, e não se sabe se essa intolerância é consequência da pele que já estava inflamada ou se é a própria causa da doença (ou seja, se passar o cosmético induziu o ataque do sistema imunológico e desencadeou o transtorno).

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).