Alopecia e calvície são a mesma coisa?

Atualizado em:

PUBLICIDADE


Diferença entre alopecia e calvície

Alopecia é o termo científico para queda de cabelo, e pode acometer tanto homens quanto mulheres.

hairloss-blocker-recupera-88-cabelo

Calvície é um termo designado para a alopecia androgenética, uma desordem genética e hormonal em que a pessoa tem tendência à perda aumentada de cabelos, ela é mais comum nos homens – estima-se que 50% deles na faixa dos 50 anos a tem –, apesar de também acometer mulheres.

Remédios para Queda de Cabelo: Ranking do Consumidor

 PRODUTONOTA MÉDIAVOTOSREVIEW
#1HairLoss Blocker8,91/10581btn-saiba-mais
#2Minoxidil7,74/101023btn-saiba-mais
#3Finasterida7,25/101084btn-saiba-mais

Calvície no homem e na mulher

O homem tem um padrão de alopecia androgenética bastante característico, ele perde cabelo geralmente nas entradas e no vértex. Já na mulher a queda de cabelo é geralmente diferente, elas não ficam carecas – por isso em muitas a calvície não é diagnosticada –, mas o cabelo vai afinando e o couro cabeludo fica mais à mostra.

É normal perder até quantos fios de cabelo por dia?

Em média de 100 a 150, porém, isso depende do volume de cabelos da pessoa.

PUBLICIDADE


Outras causas de alopecia

Existem outras causas de perda capilar, como por deficiência de vitaminas ou por estresse cirúrgico ou psicológico, que não são chamadas de calvície.

O boné pode desencadear a dermatite seborreica (caspa), que também é uma desordem que acomete o couro cabeludo, mas não gera a calvície em si.

A queda de cabelo em excesso pode indicar algum desequilíbrio no organismo, por exemplo, de vitaminas (principalmente D e B12) e/ou minerais (principalmente zinco e ferro), além de doenças da tireoide, anemia e sífilis (que é uma doença sexualmente transmissível).

Muitas vezes a pessoa procura um dermatologista para investigar a causa da queda de cabelo, e a partir daí descobre um problema maior que está a causando.

As variações hormonais ao longo da vida também redundar em queda capilar, por exemplo, é frequente perder mais cabelos na menopausa, no pós-parto, ou após interromper ou trocar o anticoncepcional.

Hoje em dia se vê uma febre do uso de reposição hormonal para melhorar o corpo e o desempenho nas academias de musculação, e alguns tipos de hormônios também podem favorecer a queda de cabelo.

Tratamentos para alopecia

Os shampoos ficam pouco tempo em contato com o couro cabeludo, e por isso podem ser usados como auxiliares no tratamento, mas isolados em geral não resolvem o problema.

Muitos usam remédios ou suplementos indicados por amigos, e isso não deve ser feito, porque existem vários causas para a queda de cabelo, e se esta for, por exemplo, por doenças da tireoide, polivitamínicos serão pouco eficazes. Daí a importância de consultar um dermatologista.

Mesmo produtos caseiros podem trazer efeitos colaterais, como alergias. Isso também vale para quem usa produtos para fazer o cabelo crescer mais rápido. Cada um tem um ritmo de crescimento capilar, e não se deve interferir nisso.

Quem tem calvície sempre terá que tratá-la, em algumas fases a doença estará mais controlada, mas o tratamento deve ser contínuo, e vai desde o uso de medicações tópicas (aplicadas diretamente no couro cabeludo), orais, e também procedimentos realizados em consultório, por exemplo, laser capilar, LED, e microinfusão de medicamentos na pele (mmp), que utiliza um aparelho com agulhas para infundir ativos no couro cabeludo – e é mais eficaz do que o uso tópico ou oral deles. Além disso, para casos mais extensos de calvície, que não respondem bem ao tratamento clínico, existe o implante capilar.

Artigo anteriorTudo sobre calvície
Próximo artigoComo acabar com o ronco
CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).