Alface: benefícios e como usá-la

Características da alface

A alface é uma das plantas mais comuns na mesa das pessoas, sendo consumida nas Américas, na Europa, na Ásia e na África. Existem algumas variedades de alface, como a crespa, a lisa, a roxa, a verde, a americana e a escarola, que também é do grupo da alface. É possível cultivar a alface orgânica em casa, pois é uma planta de fácil desenvolvimento, apesar de não tolerar umidade excessiva.

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A alface foi trazida para o Brasil durante o período colonial, e hoje é desenvolvida em larga escala por horticultores no país inteiro. O consumo dela faz parte da alimentação e da cultura brasileira.

Muitas pessoas utilizam-na como calmante, para facilitar o sono e baixar a pressão arterial. Em alguns casos o chá dela é utilizado para problemas intestinais, como a diarreia.

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Toxidade e riscos do consumo

A alface é uma planta segura, tanto as folhas quanto o talo. Em alguns casos de intoxicação, a semente da alface é utilizada para o tratamento.

Quem tem pressão baixa não deve consumir a alface como tratamento médico, pois ela irá baixar mais ainda a pressão arterial, mas pode inclui-la na alimentação sem problemas, como para fazer saladas.

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Foi demonstrado que a semente da alface se utilizada continuamente reduz a produção de esperma, podendo levar à uma infertilidade temporária (se interrompido o consumo da semente, a produção de esperma retorna). Quem  é infértil ou está pensando em ter filhos não deve fazer tratamento médico com o uso dessa semente.

Ação ansiolítica

Três estudos indianos demonstraram que o uso das folhas de alface exerce potente ação ansiolítica. É possível usar tanto as folhas verdes como o talo central da alface, preparando o chá da alface ou incluindo-a no suco verde ou no detox.

Uma pesquisa iraniana demonstrou que o consumo das folhas de alface facilita o sono. Quem tem dificuldades para dormir deve consumir as folhas de alface em forma de suco ou  de chá.

Consumo regular

Se a pessoa deseja obter uma mudança benéfica no organismo com o uso da alface, deve fazer uso contínuo dela, por exemplo, tomando alface no suco verde de manhã e à tarde, todos os dias. A depender do problema, duas ou três vezes ao dia, pode-se picar o talo da alface e fazer chá. É necessário regularidade no consumo para que os efeitos sejam satisfatórios.

Controle da glicemia

Um estudo indiano demonstrou que uma substância isolada da alface, chamada lactuca xantina, tem capacidade de inibir o funcionamento de duas enzimas digestivas: a analisa e a glucosidase, que quebram o açúcar durante a digestão. Quando o açúcar é quebrado, ele é absorvido pelo organismo.

Se essas enzimas não funcionam, o açúcar não é quebrado, portanto, não é absorvido pelo intestino e não entra na corrente sanguínea. Isso significa que a alface exerce potente ação para evitar a hiperglicemia pós-prandial, que é a elevação da taxa de glicose depois das refeições, e pode ser um elemento importante para controlar a glicemia, principalmente em pessoas com diabetes tipo II.

Controle da pressão arterial

Uma pesquisa realizada na Alemanha demonstrou que a alface tem a capacidade de inibir a angiotensina, substância que atua na musculatura em volta das artérias, fazendo com que essa musculatura se comprima e as artérias fiquem mais fechadas. Quando isso ocorre, a pressão arterial aumenta. Inibindo a ação da angiotensina, os vasos relaxam, se abrem, e a pressão arterial diminui. O consumo do extrato das folhas ou do talo da alface reduz e controla a pressão arterial.

Consumo medicinal

Como tratamento, é possível utilizar uma ou duas folhas de alface no suco detox ou no verde; fazer chá, picando as folhas da alface e utilizando uma ou duas colheres de sobremesa para cada xícara de água, ou picando uma colher de sobremesa do talo da alface (a parte branca, central) para cada xícara de água.

Também é possível fazer uma tintura, mas não é necessário, pois o chá ou o suco da alface são muito eficientes e práticos.

Ação analgésica e anti-inflamatória

Um estudo realizado no Paquistão e um realizado no Brasil demonstraram que o extrato das folhas de alface exerce potente ação analgésica, reduzindo a sensação de dor, e anti-inflamatória, combatendo processos inflamatórios. Se a pessoa está com algum tipo de inflamação, como do estômago, do intestino ou da garganta, o chá da alface pode inibir ou reduzir esses processos inflamatórios.

Cuidados com as sementes

Para tratamento médico, não se deve comprar sementes de alface utilizadas para canteiros, pois para aumentar a vida útil e melhorar o desenvolvimento das hortaliças, essas sementes, compradas em saquinhos, são contaminadas com agentes químicos (fungicidas, bactericidas e fertilizantes). Elas são tóxicas e podem ser extremamente perigosas.

A semente da alface que pode ser utilizada para a produção de um medicamento ou para a realização de um tratamento é a colhida da própria alface, sem tratamentos químicos. Ou a pessoa procura alguém que planta alface, ou compra as sementes de alface orgânica com algum fornecedor.

Ação antiviral e antibiótica

Uma pesquisa realizada na Tunísia demonstrou que os extratos de alface exercem potente ação antiviral e antibiótica, combatendo vários tipos de bactérias.

O extrato da alface também combate o citomegalovírus humano, um dos vírus relacionados à herpes simples, perigoso principalmente para portadores de HIV (pois pode desenvolver casos de herpes muito agravados).

Efeito anticoagulante

A alface foi testada no Paquistão e obteve a mesma ação que a da aspirina, um potente anticoagulante. Quem tem problemas cardíacos, costumeiramente têm aspirina à disposição para, se começar a sentir os efeitos da angina, deixar o sangue menos denso, porque têm menos plaquetas e menor coagulação no sangue.

Para quem tem trombose, arteriosclerose ou angina, o uso do extrato, do suco ou do chá da alface pode auxiliar no tratamento de problemas do aparelho circulatório.

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