Acne e ovário policístico

Consequências dos ovários policísticos

Os ovários policísticos são muito comuns hoje em dia. Às vezes a mulher vai fazer exame pedido pelo médico, como um ultrassom ou uma ecografia, e acabam aparecendo cistos no ovário. Isso é um problema da ovulação, e que acaba trazendo alguns problemas estéticos, como uma oleosidade maior na pele, pois acabam afetando a testosterona.

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A mulher tem uma androgenização, ela fica com mais testosterona disponível, mais testosterona livre, e isso acaba estimulando as glândulas sebáceas a produzirem mais secreção, trazendo mais oleosidade para a pele e para o couro cabelo, causando acne e espinhas, algumas vezes até severas.

Muitas pacientes tratam a acne e não obtém melhora pois, no fundo, têm um problema ginecológico. Às vezes a acne não é só o problema da acne em si, existe algo por trás.

Tratamentos para os ovários policísticos

Os ovários policísticos estão relacionados ao aumento da resistência à insulina. Podem ser utilizados medicamentos como a metformina, e também medicamentos anticoncepcionais hormonais que melhoram um pouco a condição, pois acabam se ligando de maneira um pouco direta à testosterona, diminuindo o nível sanguíneo de testosterona e melhorando a pele.

É importante que a pessoa tenha uma dieta boa e equilibrada, evitando frituras, muito doce, refrigerantes e açúcar em excesso, que fazem mal, além de manter atividade física.

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Alguns alimentos podem combater a acne. Existem alimentos relacionados à resistência à insulina, outros que estimulam a glândula sebácea.

O hormônio masculino elevado se conecta na glândula, soltando sebo. As mulheres também têm um pouco de hormônio masculino e, se tiverem um pouco mais, terão esses problemas.

Acompanhamento médico

Os ovários policísticos não têm cura, são próprios do organismo da paciente. É feito um acompanhamento, tanto ginecológico quanto na parte dermatológica e estética, para que a pessoa fique bem, pois podem trazer maiores problemas – até na questão da infertilidade. Meninas mais novas que têm esse diagnóstico de síndrome de ovários policísticos, que estão tendo distúrbio de acne e sobrepeso, devem acompanhar e investigar com um médico de confiança para ter o melhor tratamento. É bom também ter um vínculo com um médico que cuida da face para que a equipe faça o tratamento em conjunto, pois muita coisa se relaciona.

Acne na mulher adulta

Existem mulheres que tiveram acne durante a adolescência, melhoraram e depois, em torno dos 30, 35 anos, voltam a ter espinhas, principalmente aquela acne ao redor da boca e na região do pescoço. Isso é devido a um desequilíbrio hormonal. A mulher tem várias fases. A mulher é um conjunto de hormônios, enquanto o homem é basicamente testosterona, e ela tem uma flutuação hormonal mensal, o que influencia muito. Quando a mulher chega em torno dos 30, 35 anos, já começa a ter um declínio hormonal e os hormônios femininos começam a desaparecer. Na menopausa, eles basicamente somem do corpo da mulher e trazem muitos sintomas. Esse desequilíbrio pode justamente causar acne severa na paciente.

Também é muito comum a acne que surge no período menstrual. Às vezes a mulher já tem o distúrbio dos ovários policísticos e acaba tendo um maior distúrbio, piorando essa acne.

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CRM: 91128. Doutorado em Dermatologia pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (2009-2012). Mestrado em Dermatologia Clínica e Cirúrgica pela Universidade Federal de São Paulo (2001-2006). Residência médica em Dermatologia pela Santa Casa de Misericórdia de São Paulo (1998-2001). Graduação em Medicina pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de São Paulo (1992-1997). Pós-Doutorado em pesquisa em dermatologia pela Emory University School of Medicine, Atlanta, GA, EUA. Professor-assistente de dermatologia na Universidade de Mogi das Cruzes (2005-2006). Médico-assistente do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2006-2012). Médico chefe do Serviço de Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2012-2014). Coordenador do programa de residência médica em Dermatologia da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2019-2012). Coordenador de todos os programas de aperfeiçoamento/especialização médicos da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (2011-2014).